Mais de 300 bolsas de pós-graduação da UFPB são cortadas pela Capes, diz pró-reitoria

Portaria publicada no início da março altera distribuição de bolsas pela Capes nas instituições de ensino superior.

Segundo UFPB, corta foi de 26% do total de bolsas.

UFPB informou que corte da Capes retirou cerca de 26% do total de bolsas de pós-graduação da instituição Angélica Gouveia/Agência UFPB Mais de 300 bolsas de pós-graduação que eram mantidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoa de Nível superior (Capes) na UFPB foram cortadas após divulgação de portaria com novo modelo de concessão de bolsas, de acordo com a instituição.

A portaria n° 34 da Capes vai cortar 346 bolsas de pós-graduação da UFPB, cerca de 26% do total de bolsas mantidas na instituição de ensino. De acordo com a pró-reitoria de pós-graduação da UFPB, Maria Luíza Feitosa, a universidade perde 346 bolsas de um total de 1.298.

Apesar das perdas das bolsas, outros programas de pós-graduação ganham bolsas com a readequação, no total, 38 bolsas foram concedidas pelo novo critério da Capes.

Enfermagem e fonoaudiologia, com nove e cinco bolsas, respectivamente, foram os que mais ganharam entre a lista de programas de pós-graduação da UFPB. De acordo com a instituição, a maioria dos cortes foram em cursos de pós-graduação com notas entre 3 e 5, sendo 7 a nota máxima de avaliação do Ministério da Educação (MEC).

A nova norma revoga parcialmente as regras divulgadas em fevereiro deste ano, presentes nas Portarias da Capes de Nº 18 e 20, de 20 de fevereiro, e de Nº 21, de 26 de fevereiro.

“Os cortes independem da nota ou região em que se encontram.

Nem mesmo os programas nota 6, padrão de excelência internacional, foram poupados”, comenta.

Pelo modelo que havia sido estabelecido nas portarias anteriores, as bolsas distribuídas deveriam ter sido implementadas em 5 de março, mas isso não ocorreu, de acordo com o fórum, representante do sistema brasileiro de pós-graduação stricto sensu. Conforme os dados da Pró-reitoria de Pós-Graduação (PRPG) da UFPB, que mostram a situação antes e depois da aplicação do modelo de redistribuição da Capes, diversos programas sofreram cortes e outros perderam todas as bolsas de mestrado, como, por exemplo, Ciência do Solo, Serviço Social, entre outros.

Filosofia e História também perderam todas as bolsas de mestrado, que viraram empréstimo. Cursos com maiores perdas História: 27 Serviço social: 21 Química: 19 Sociologia: 14 Psicologia: 14 Artes visuais: 13 Informática: 13 Indyra Figueiredo, estudante do curso de doutorado de Programa de Pós-graduação em Produtos Naturais e Sintéticos Bioativos da Universidade Federal da Paraíba, de nível 6 pela Capes, relatou que o programa teve o corte de 30% das bolsas somente de doutorado com a mudança dos critérios.

“Neste momento de crise gerada pela pandemia da Covid-19, o fortalecimento da nossa capacidade de produção científica e tecnológica é extremamente importante do ponto de vista do investimento em ciência e tecnologia.

Esse corte afeta diretamente a pesquisa na UFPB bem como o avanço para nossas descobertas no âmbito da saúde”, comentou Segundo a doutoranda, as bolsas são associadas à pesquisa contínua, “atingem a vida acadêmica e social do ponto de vista da instabilidade financeira e descaso com os pesquisadores, pois dedicam exclusivamente sua vida à pesquisa”, lamentou a estudante. Capes diz que não houve cortes A Capes informou que, "em março foi publicada a portaria 34, que tratou apenas do estabelecimento de pisos e tetos de concessão de bolsas para os cursos, não alterando os critérios de concessão de bolsas e assegurando a aplicação de regras isonômicas, com critérios objetivos mensuráveis". Segundo a Capes, de acordo com as portarias, os cursos de pós-graduação historicamente mal atendidos passam a receber mais bolsas.

Por outro lado, aqueles que vinham recebendo, há anos, cotas em patamar muito fora da curva em relação aos padrões isonômicos, terão diminuição. "Não houve cortes.

A rigor, a parcela de bolsas que deixa um curso de menor qualidade passa para cursos com melhores indicadores", diz a Capes.

Categoria:Paraíba